sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Métrica, ritmo, rima


Poderia escrever várias coisas aqui,
E várias acolá,
Poderia encher de palavras várias páginas
Letras d  e s  co m pa ssa   d a s,
Sem ritmo
Dançando uma balada na folha
Onde cada verso
Inventa seu passo.

Poderia encher seus olhos de lindas escritas
Milhões, trilhões, zilhões
Termos dispostos sem rima
Destruir o encanto da poesia
Que considero a maior obra – prima.
E de repente, não mais que de repente.
Viver por ai contente,
Escrevendo versos
Estribilhos, estrofes, rondós
Escrever desesperadamente
Fazer versos tetrassílabos
Pentassílabos
Alexandrinos.
Sem saber ao menos a métrica em um soneto

Mas, toda essa complexidade.
Confunde demais essa pobre aprendiz.
Prefiro escrever meus versos livres e brancos.
Escrever os versos que sempre fiz.


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