terça-feira, 28 de junho de 2011

Que coisa não?

Queria ir num show maneiro. Pode ser do Roberto Carlos, antes que ele morra. Imagina como me sinto, em admirar Elis, Renato Russo e outros cantores que nunca mais farão um show por aqui. Talvez em outra dimensão, quem sabe? Bob Marley, Kurt. Conhecer pessoalmente Vinicius ou Leminski. Ah! Tanta gente pra conhecer, tanta conversa, tantas palavras, tantas idéias. E eu me pergunto se nasci na época certa. Se não seria melhor ser exilada com Caetano ou sentir saudades daqueles caracóis. Lutar armada com armas de fogo ou armas de ideais. Ah! Esse tempo, que criança não sabe mais brincar de pião, bolinhas de gude, esconde-esconde. Esse tempo que uma tarde na frente do computador é mais bem vista do que uma tarde viajando em um livro. Esse tempo que idolatram músicas sem conteúdo, mulheres frutas. Tenho pena de Roberto e de Rita, de Gil e de tantos outros que viveram em épocas que tinham sentido.

Mas, o que seria de mim sem coisas deste tempo? Computador, celular? Twitter.

Paradoxos! 
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