quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ninguém é perfeito.


Sempre que posso, eu ajudo as pessoas. O meu problema é que muitas vezes as pessoas me interpretam mal. Já fui injustiçada tantas vezes, que nem ligo mais. Só que tem dias em que estamos mais sensíveis. Talvez, eu tenha sido dura com algumas palavras. Não nego isso. Só que o fato de eu ter um jeito de fazer as coisas não quer dizer que eu esteja prejudicando ou querendo o mal de alguém.
Faz tempo que eu não escrevo um desabafo. É que hoje eu estava tão feliz, apesar da gripe. Mas, quando cheguei num lugar, algumas pessoas me deixaram triste por me compreenderem errado.
Bom, desculpem pelo despejo de palavras. Sei que esse texto ficou egocêntrico. Mas, eu volto a explicar que eu não sou perfeita, sofro de transtorno bipolar, tenho uma deficiência visual, fui esquecida por algumas pessoas e não sou a perfeição que meu pai acredita que eu seja. Às vezes me pergunto se estou fazendo as coisas certas, se as minhas escolhas servirão para o bem.
Sei de uma coisa: NINGUÉM É PERFEITO. Eu erro, tu erras, ele erra. Cabe a nós apenas admitir o erro, aprender com ele e tentar contorná-lo.
Se eu pudesse aconselhar vocês, eu diria:  As pessoas que mais se importam conosco, às vezes, são duras e nos ferem. Mas, tudo o que elas fazem é para o nosso bem. Não tirem conclusões precipitadas e nem falem coisas que não saibam. Uma palavra machuca mais do que mil tapas.
Um abraço.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Feliz dia dos pais.

Meu companheiro para toda hora
Se preciso, aparece sem demora.
Ah! É o meu melhor amigo
E se apronto, me põe de castigo.

Mais do que um herói.
Ele é batalhador e guerreiro.
E quando meu coração fica dodói
Ele vira meu conselheiro.

Ele é a base, é o alicerce. Sempre sonhador.
É um exemplo de vida e está sempre ao meu lado.
É engraçado, mas, me sinto seu aprendiz.

Às vezes eu me pego te olhando, admirado.
Você me faz muito feliz.
Pai, é para você esta homenagem e todo o meu amor.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Não espere que as pessoas mudem.

Eu sempre reclamei (reclamo ainda) que Fulano não aprende, que Cicrano deveria mudar as atitudes etc. Até o dia em que percebi que quem deveria mudar era eu. A verdade é que não somos acostumados a cuidar da nossa própria vida. Isso é cultural. Veja nas bancas de revistas, por exemplo, as edições mais vendidas são as de fofocas sobre as celebridades.
Bom, acredito que temos que começar a cuidar das nossas atitudes para nos tornarmos seres melhores. Temos que nos amar, nos cuidar, policiar nossas atitudes e principalmente, nossas palavras. Se o outro não faz isso devemos ter calma. Quem tem que mudar somos nós.
Tem gente que pensa que cuidar apenas das próprias atitudes é egoísmo. Mas, creio que egoísmo é achar que só os outros cometem erros.
Todavia, temos o dever de ajudar os outros. Se meu colega precisa desabafar eu posso servir de “psicólogo”. Só não posso deixar que as queixas dele me afetem. Vamos tentar ser mais positivos e otimistas. Vamos todos melhorar nossas atitudes e pensamentos.  Bem, eu nem sei, porque estou escrevendo isso aqui se ainda tenho que aprender muitas coisas sobre me aceitar e melhorar “meu ser”. Acho que é porque estou tentando. Precisamos todos de positividade e energia boa. Mas, é aquela famosa história: não adianta reclamar que a roupa no varal do vizinho está suja se a sujeira está no vidro da nossa janela. 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O caminho

Meu caminho está traçado pela solidão.
Esta, que invade minha alma
Faz-me perder a calma
E me leva à depressão.

Este caminho doloroso, cheio de espinhos.
Que aos poucos se cravam em meu coração
Fazem-me cair e perder a razão
Seguindo meu caminho, sem amores e carinhos.

Seguirei na estrada que me leva a ruína e a dor.
Mas, esse caminho, seguirei só.


16/11/2007

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Normal

O que é ser normal?
Ser magro, tirar as melhores notas, ser rodeado de amigos, ter as duas mãos, os dois olhos perfeitos, andar e ter dinheiro?
Eu não sei. Eu acho que nossa concepção de normalidade está bem defasada. Uns defendem que crianças “deficientes” têm que morrer na barriga da mãe, outros que elas precisam ser criadas excluídas da sociedade. Uns defendem ser bonito é ser magro, com cabelo liso, loiro e olhos azuis. E, Deus me livre, se você usar óculos de grau.
Sabe o que eu acho? Que esses padrões que a sociedade nos impõe são todos idiotas. Quase todo mundo possui as mesmas coisas: dois olhos, uma boca, pele, músculo, tecido adiposo, tecido nervoso etc. A vida é bem mais do que tentar ser aceito pela sociedade. Acho que temos que nos amar do jeito que somos, a não ser que sejamos um estuprador, um assaltante, assassino, psicopata etc.
Se nós somos pessoas boas, com sentimentos bons, devemos nos amar por isso.
Não vejo ninguém elogiando a moça que ajuda a velhinha com as sacolas de compras, mas, sim a moça gostosa que usa calça colada e faz academia.
Eu não sou padrão pra ninguém seguir. Ainda preciso aprender a me amar muito mais. Mas, se é pra eu ser normal, seguindo o que os outros me dizem, me impõem, eu prefiro me juntar a parcela de anormais, “mongóis”, “autistas” e felizes que estão espalhando seus dejetos na cabeça dos hipócritas da sociedade. 

domingo, 1 de julho de 2012

O relógio

Tic Tac
Corre o relógio
Mostra que já chegou a hora
De largar tudo
Ir embora
E enfrentar as feras que esperam por mim

Tic Tac
E o relógio voa
Mas, meu mundo parou de girar
As horas passam descompassadas
E eu estou aqui
Vendo tudo se afastar de mim.


11/06/2008

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Quisera eu...

Quisera eu 
Ser folha 
Verde
De árvores, de grama
Vir e voltar
Bamboar ao compasso do vento
Calar - me com os pingos de chuva.
Adormecer com a lágrima do sereno.
Quisera eu
Ser folha.
Cair quando o outono chegar.
Voar de lá pra cá.
Seguir o ritmo da brisa lá fora.
Esta que antagonicamente
Gela meu coração
Aqui dentro dessa prisão.


7/7/2008

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A visita da lagarta

Eu vi uma lagarta caminhando na janela. A minha primeira reação foi pegar o chinelo para matá-la. Mas, aconteceu uma coisa inacreditável: a lagarta sorriu para mim. Começamos uma conversa fantástica. Ela me contou que estava de passagem por essa vida, que aqueles eram seus últimos momentos. Ela falava das coisas que havia feito. Nossa! Quanta bagagem! Muitas aventuras, pelo visto. Ela errou, acertou, perdeu amigos e ganhou outros mais. Aprendeu quais pessoas mereciam ser valorizadas. Aprendeu que nem tudo saia como ela queria, mas, que tudo acontecia como tinha que ser. A vida era uma caixinha de surpresas e tudo depende apenas de nós mesmos. A lagarta me disse que devemos nos amar para sermos amados. Devemos fazer tudo o que queremos que façam por nós. Devemos viver livre, mas, respeitando os demais. A Lagarta era muito sábia. Arrependi-me pensar em matá-la. Eu sujaria minhas mãos e minha consciência e ainda por cima, não teria aquela conversa maravilhosa. Estava admirando a beleza daquele bicho, quando percebi que ela estava querendo se despedir. Então, a lagarta começou a falar coisas tristes, como se aquela fosse realmente a última conversa de sua vida. E quando eu menos esperava um casulo a envolveu. Nossa, meus olhos se encheram de lágrimas, mas lembrei do que a lagartinha me disse: tudo acontecia como tinha que ser. Deixei-a ali uns dias. Sempre a visitava. Era o momento em que eu me encontrava com meus pensamentos. Aprendi a dialogar comigo. Até que um dia aconteceu uma surpresa. Uma linda borboleta abriu o casulo e saiu voando. Só me lembro das suas últimas palavras: liberte-se. Suas asas te levarão para alcançar os seus sonhos. E se foi, deixando em mim uma nova pessoa. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Tempo Perdido

Ontem, ouvi uma frase que não saiu do meu pensamento: Tempo perdido é tempo perdido. Não há como recupera-lo.
Essa citação me fez refletir: Será que estou aproveitando bem o meu tempo? Já são 23 anos de existência e, o que eu fiz para melhorar o mundo? O que eu fiz de útil?
Será que você também tem, às vezes, a sensação de que não tem utilidade para nada?
Dizem que é preciso saber viver. Discordo. É preciso saber aproveitar o tempo que temos, saber o que fazer, e aí sim, saber viver.
Saber usar o tempo disponível para fazer coisas boas. Fazer o bem, principalmente, para nós mesmos.
Alan Kardec (não é o jogador de futebol, hein!) dizia que “sem caridade não há salvação”. Gutemberg (o Guto), em suas aulas, dizia “sem criação não há salvação”.
Então, é preciso agir. (Ou agir é preciso?). Levantar da poltrona confortável e arregaçar as mangas.
1% de inspiração e 99% de transpiração. Suor e trabalho.
Precisamos parar de ser sedentários em nossa própria vida. Estamos parados assistindo ao tempo passar. O tempo... Vamos começar a aproveitá-lo melhor?
Eu já comecei. Deixei o computador e fui para o bloquinho escrever a mão. E, nossa! Fazia tempo que eu não rascunhava nada.
E você? Vai começar também? Olha, olha, hein! O tempo perdido não volta mais.

p.s.: Agradeço, de coração, a todos pelo carinho e mensagens de feliz aniversário.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O amor.


Fogo que arde sem se ver, ferida que dói e não se sente. Será que isso realmente é o amor? Eu acredito que o tão famoso amor que lemos, vemos e sentimos nas poesias são na verdade paixões que ardem como brasas em nosso coração. Aliás, este sempre fica perto da boca. A ponto de explodir. AH! Como é bom uma paixão. Apaixonante. Apaixonar-se.
Paixões não são eternas. O amor sim. Paixões são  infinitas, pelo menos, enquanto durarem.
Calma, calma. Eu acredito em amor, em paixão. O amor é bom, não quer o mau e não sente inveja nem se envaidece pois ele está acima da língua dos homens e dos anjos. É uma linguagem exclusiva. Ah, o amor!
Ouço as pessoas chorando e reclamando que se machucam com o amor. Tolos! O amor é perfeito, verdadeiro, sublime. O amor nasce com a gente mas, ele sim, vai além da eternidade. O amor é preciso.
Eu quero amar perdidamente. Amar só por amor. Amar como o amor ama. Permitir que  esta paixão avassaladora vire amor sincero e puro. Afinal, é isso que todos precisamos. Apaixonar-se com amor.

p.s.: Feliz Dia dos Namorados.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

História rapidinha.


Era uma menina que vivia sonhando com um futuro bom, aonde o príncipe encantado viria busca-la e leva-la para o castelo da Terra do Nunca. Ah, que menina sonhadora. Não tinha jeito de fazê-la crescer. Sempre com esses pensamentos de país das maravilhas. Sempre desenhando corações nas folhas que rabiscava com versos sem nexo. Então, a menina resolveu crescer e congelou seu coração. Virou uma adulta chata e rabugenta. Feia por dentro e por fora. Envelheceu numa cadeira e morreu observando as crianças pela sua janela. 

~FIM~

domingo, 3 de junho de 2012

Minha natureza


Quero sonhar acordada
Viver num mundo de fantasia.
Pé-de-moleque, bala, cocada.
Música, vinho tinto. Poesia.
Quero sonhar mais.
Viajar nas páginas de um livro.
Correr por lindos campos.
Quero sentir o aroma das flores.
Quero respirar um puro ar
Com cheiro de felicidade.
O que eu quero é viver
De um jeito diferente.
Quero ser criança por dentro
E um eterno adolescente.
Quero sorrir a cada alegria
E chorar com as tristezas.
Quero bailar com as folhas
da minha linda natureza
Porque eu sou Alice e Wendy.
Sou uma linda princesa.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A princesa.

Era uma vez uma menina linda, inteligente e bem humorada. Pelo menos, todos ao seu redor diziam isso. Só que ela não acreditava nisso. É que ela tinha um espelho mágico pra quem perguntava se ela realmente era assim como as pessoas falavam. Mas, ele sempre dizia que não. Que ela mais parecia uma bruxa do que uma princesa. E a menina se trancava em suas lágrimas e se perguntava: Por que as pessoas mentem pra mim?
Essa menina era muito sonhadora. Chegou a construir um castelo de nuvens para viver. Acreditava em magia, em contos de fadas e em príncipes encantados. Mas, como o seu espelho era muito malvado e a manipulava. Ela não conseguia perceber que era uma princesa.
Ela era legal, vivia sorrindo. Mas, dizia nas cartas que escrevia que enquanto seu rosto estampava um sorriso, seu coração chorava lágrimas de sangue.
A menina sabia que tinha que ser forte.
Ela era tão sonhadora que vivia se apaixonando por gente da TV, vê se pode uma coisa dessas.
Eu cheguei a conhecer essa menina. Várias vezes eu a mandei quebrar aquele maldito espelho que controlava a vida dela e disse que ela deveria sair um pouco desse mundo de imaginação.
Mas, a princesinha nunca me ouviu.
Até que um dia, cansada de se ver como uma bruxa que espera o príncipe encantado, ela resolveu quebrar o espelho.
Pensei que a partir daquele momento ela iria se libertar e ser feliz, como nos finais dos contos de fadas.
Mas, tive uma surpresa.
Com os restos do espelho ela cortou-se, machucou-se e morreu.
Colocaram-na num esquife de vidro. Ela era tão bonita, mesmo morta.
E pensamos que talvez pudesse aparecer um príncipe e, bummm, acontecerá igual à história da Branca de Neve.
Os anos passaram e nenhum príncipe apareceu.
É triste, mas a menina morreu igual a uma princesa. Linda e iludida.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Janela da vida.


Os passarinhos na janela.
As gotas de chuva no chão.
O cheiro da terra molhada.
O gosto doce da paixão.
Olhei para a bolha de água no galho.
Vi a estrela mais fria.
Li o conto.
Ouvi a música.
Vivi minha eterna poesia.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Essa menina parada.


Estava ela ali parada. Com seu vestido rodado rosa, sua cor favorita. Um vestido bonito, de dar inveja em qualquer uma. Mas, ela estava parada. Com suas luvinhas de pelica e seu sapatinho tão lindo como o de cristal. Inerte. Só o que mexia eram suas longas madeixas que sempre se desarrumavam mais com as rajadas de vento.
Uma menina tão bonita só olhando a vida. Assistindo a tudo o que passava sem fazer nada. Tola menina. Ali parada. Já disse pra ela, até mandei, tirar essa roupa de festa, colocar uma bermudinha e uma camiseta, calçar os tênis, amarrar os cabelos e ir brincar com as outras crianças. Viver ativamente. Mas essa menina não me escuta.
Será que além de morta ela está surda?

terça-feira, 8 de maio de 2012


Revolução.
Evolução.
Inovação.
Educação.
Intuição.
Regressão ou Redenção?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Deu pane na minha cachola.


E travei! Não consigo mais escrever. Não dá. Não dá! Eu tento, rabisco, rascunho. Escrevo uma frase aleatória aqui, outra ali. Umas palavras perdidas sem nexo. Neologismo. Até que me lembro da gramática da Emília, aquela boneca maluca. Saio das minhas viagens literárias inconscientes e volto para  o papel. Caneta, lápis, carvão. Comecei a ler o dicionário. Não sai nada de aproveitável. Li o jornal impresso. Li a revista. Li o e-book. Tweetei. Curti algumas atualizações no facebook e abri um documento no word. Fiz mais algumas coisas mas nada do que passa na minha cabeça quer virar palavra. Acho que to me guardando mais do que nunca. E justo agora que tenho motivos para sorrir, meu coração vive chorando e mandando sms para meu cérebro travar: “hey, não deixa ela dizer o que sente, nem pra ela mesma.” Daí eu fico desesperada. Xingo todos. Xingo tudo. Auto bullying. E xingo a caneta que acabou de estourar e manchou a barra do meu vestido favorito. Ah! Vou trocar minha pilha, minha bateria. Talvez eu precise de energia para voltar a funcionar. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Fiquei esperando.


Cadê teu relógio, menino atrevido? Por que não cumprisse o nosso trato e veio me buscar? Ainda te espero para voar pelos céus, entre nuvens negras e estrelas cintilantes.
Ainda te espero para ter a vida que sempre sonhei.
Eu não acredito que ele não veio me buscar para viver aventuras, para ter as melhores soluções para os nossos problemas mais engraçados.
Eu fiz tudo como ele me pediu: deixei a janela aberta, vesti meu pijama, deitei na cama e fiquei esperando. Esperando. Esperando. Adormeci. Ai, meu Deus! Será que ele veio quando eu dormi? Mas, por que ele não quis me acordar?
Eu vou ficar triste, aliás, já estou. Combinei com Peter Pan de ir morar na Terra do Nunca. Ele me prometeu. Disse que viria me buscar mas, até hoje nada.
Será que ele desistiu de mim? Ou eu mesma fiz isso e afastei ele de mim?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Essa vida.


Eu ia começar este texto dizendo que faz um tempinho que eu não escrevo. Mas, a verdade é que isso é mentira. Todo dia escrevo milhares de palavras. Umas com nexo, outras perdidas. Algumas frases coerentes, outras sem sentido algum.
Escrever, escreve, escreva, escrevo.
A vida de redator não é fácil, como dizem.
Tem que pesquisar, estudar, ter criatividade e a maldita da inspiração.
E depois disso tudo, tenho que colocar a mão na massa, os dedos no teclado, rabiscar a folha etc.
Tenho que trabalhar. (Já estou atrasada)
E o meu serviço se resume a escrever.
Acho que é por isso que eu nunca mais escrevi.
Pelo menos, nada que pudesse colocar aqui.
Nada que expresse o que estou sentindo neste momento.

terça-feira, 27 de março de 2012

Renato. Imortal.



Hoje um dos maiores poetas do Brasil completaria 52 anos. 


RENATO MANFREDINI JÚNIOR NASCEU
NO DIA 27 DE MARÇO DE 1960 NO RIO DE JANEIRO.
Renato Russo é considerado por muitos fãs o irmão mais velho de toda uma geração. Uma geração que ele mesmo batizou de Coca-Cola. Desde 1985, quando a Legião Urbana lançou seu primeiro disco, até hoje, milhões de fãs, de diversas idade, classes sociais e culturas diferentes se sentiram profundamente tocados pelas letras do cantor.

Considerado por alguns como o líder quase messiânico dos jovens, Renato Russo refutava veeementemente essa idéia, dizendo que era apenas um cantor que cantava o que as pessoas gostavam e queriam ouvir. Renato Manfredini Júnior (seu verdadeiro nome) nasceu no dia 27 de março de 1960, às quarto horas da manhã, na Clínica Santa Lúcia, em Humaitá, no Rio de Janeiro. Aos sete anos foi morar em Nova Iorque, após seu pai, funcionário do Banco do Brasil, ser transferido para os Estados Unidos. >> Continue lendo aqui

Escolhi uma das músicas do Renato / Legião Urbana que eu mais amo. E me identifico. Sem falar que as metáforas usadas na letra são geniais.

"Índios" 

Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.

Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.

Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do iní­cio ao fim.

E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.

Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.

E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.


Onde quer que você esteja, parabéns Renato.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Porto Alegre.


Eu queria, também, ter uma casa no campo e compor rock. Ler Quintana na varanda, espreguiçada na rede. Viajar numa saga histórica e conhecer melhor Rodrigo Cabará, junto com Érico. E rir, rir muito, com as maluquices e verdade do Veríssimo (do Luiz). Putz! Não posso esquecer que marquei com a galera de treinar o surf lá no Guaíba e depois, pegar um Gre-nal no Olímpico, claro. Meu imortal tricolor não vai me decepcionar. E no fim da tarde, ver o pôr do sol no Gasômetro, tomando um chimarrão com os guris e as gurias. Depois, pôr o vestido de prenda e sair pra bailar na invernada. Ah! Como eu queria estar em Porto Alegre.

Parabéns Porto Alegre!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Eu queria.


Eu queria ter alguém para dividir a minha vida. Para rir. Para chorar. 
Alguém que aceitasse ouvir meus dramas e não me levasse a sério. 
Alguém que ouça minhas lamentações e me leve a sério. 
Sério! 
Eu queria ter alguém que me anime nas horas depressivas, 
e alguém que precise sempre de alguma ajuda minha. 
Eu queria ter alguém que fosse completamente diferente de mim 
e que sempre me resgate no final do poço. 
Lá no fundo. 
Eu queria uma pessoa alegre, brincalhona. 
Uma pessoa que me irritasse e que me fizesse rir. 
Uma pessoa para confiar meus segredos. 

Bom, eu não queria uma pessoa. 
Na verdade, eu queria um amigo. 
E hoje é aniversário desse amigo que há quatro anos eu achei, perdido por aí.
Parabéns , tu mereces todas as homenagens do mundo.
E obrigada por ser meu amigo forever.
Te adoro.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Passarinho.


Sou um passarinho.
No diminutivo mesmo.
Porque ainda sou filhote
E não aprendi a voar.

Minha cabeça está sempre no vento
Ou talvez
Ela seja feita dele.

Frágil
Livre
Mas, todo mundo tenta me colocar numa gaiola
Dizendo que vai ser melhor assim
Que vão cuidar de mim.

Mentira.
Um pássaro tem asas
E precisa sair voando
Sem rumo
Buscando sempre
Um lugar melhor.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Gaiola.


Há uma gaiola
Guardando minha alma
Trancafiada
Sou refém de mim mesma.

E eu,
Só queria saber voar
Ganhar os céus.

Não queria
Quero

Tanto
Desprender minhas asas
E voar
Pelos ares
Sem rumo
Sem destino
Sem cansar.

Eu sei
Vou alcançar
A liberdade
E pra trás
Vou deixar tudo o que vi
O que vivi
Parada na minha gaiola.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ouvinte.


Barulho de carros,
Ruído de construção
E o canto dos pássaros.
Mesclados a uma linda canção.

Parece uma visão,
Pareço uma personagem
De um grande drama,
Dentro da tua televisão.
Dentro da minha cabeça.

Perco-me.
E não me acho.
Sinto-me inerte
Sem seguir o compasso dos teus passos
Sem dançar essa melodia
Que insiste em ouvir
O meu coração.